Clínica Médica

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26.3.05

Aspartato Aminotransferase (AST)

Sinonímia: Transaminase Oxalacética (TGO)
Valores referenciais:
Adultos: 12 a 46 U/L
Criança: 10 a 70 U/L
Material: 0,8 mL de soro.
Método: Cinética enzimática otimizada
Interpretação: encontrada no miocárdio, fígado, rins, cérebro, pulmões, pâncreas, baço, células vermelhas e brancas. Sua elevação indica comprometimento celular mais profundo, pois está presente tanto no citoplasma, quanto nas mitocôndrias (cerca de 80% AST do hepatócito). No caso do hepatócito, isso se revela por uma elevação por tempo mais prolongado no curso das hepatites virais agudas e uma elevação seletiva nos casos de hepatites alcoólicas, metástases hepáticas e necroses medicamentosas e isquêmicas. A relação ALT/AST tem alguma utilidade clínica. É importante lembrar que pacientes com níveis normais de ALT e AST, podem ter doença hepática significativa no cenário de uma injúria crônica ao hepatócito (ex, cirrose, hepatite C).
Níveis elevados:
acidente vascular cerebral
anemias hemolíticas
citomegaloviroses
cirrose hepática
deficiência de piridoxina
dermatomiosites
distrofias musculares
esteatoses
embolia pulmonar
grandes tumores
hemocromatoses
hepatites virais
hipertireoidismo
icterícia obstrutiva
infarto agudo do miocárdio
infarto pulmonar
infarto renal
ingestão alcoólica
insuficiência cardíaca
metástases hepáticas
mononucleose
necrose cerebral
necrose hepática
pós-operatório (especialmente cirurgia cardíaca)
pancreatite aguda
queimaduras severas
traumas da musculatura esquelética
medicamentos
hemólise da amostra
macro-AST
No infarto: eleva-se nas primeiras 12 horas, atinge um pico em 24 horas e volta ao normal em torno do quinto dia.
Indicações: Auxilia no diagnóstico de doenças cardíacas, hepáticas e musculares.

Ligações:

Aspartato Aminotransferase (AST)
Aumento de AST e ALT (menos de 5 vezes o normal)
Transaminases - agentes que causam elevação
Elevação moderada de transaminases - pistas clínicas